Descubra as diferenças entre
Formador e E-Formador

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Perante as rápidas mudanças do mundo moderno, há uma crescente e constante necessidade de atualização e adaptação. Cada vez mais, as pessoas procuram aumentar as suas competências e aptidões para responder aos desafios que enfrentam todos os dias.

Ser Formador é então, para muitos, encarado como um novo desafio, mas também como uma mais valia e um caminho para a realização pessoal e valorização profissional.

Ser E-Formador é uma resposta necessária ao uso das tecnologias educativas digitais, de forma pedagogicamente adequada.

Deste modo, facilmente se compreende que estes dois tipos em questão são complementares e indissociáveis face às necessidades pedagógicas existentes, sobretudo com generalização do ensino a distância.

É mesmo necessário tirar o curso de
E-Formador se já tiver o de Formador?

Muitas vezes a dúvida instala-se e esta é uma pergunta que tem tanto de legítima como de recorrente. Por isso, convém saber de antemão que para ser E-Formador é obrigatório possuir a Formação Pedagógica Inicial de Formadores.

Esmiuçando a origem da palavra, o dicionário da Língua Portuguesa diz-nos que:
Formador é todo aquele que forma, constitui ou origina; é a pessoa que transmite conhecimentos, valores ou regras; e a pessoa que acompanha, orienta e avalia outras que estão em período de aprendizagem e de prática inicial de uma atividade.

Em termos práticos é todo aquele indivíduo que possui uma Formação Pedagógica Inicial de Formadores, que se destina a profissionais de todas as áreas de atividade para que desenvolvam atitudes e formas de comportamento, adequados ao desempenho profissional.

A legislação portuguesa, no Decreto n.º66/94, de 18 de Novembro que regulamenta a atividade de formador, diz-nos no artigo 2.º que é todo o profissional que, na realização de uma ação de formação, estabelece uma relação pedagógica com os formandos, favorecendo a aquisição de conhecimentos e competências.

Com a Formação Pedagógica Inicial de Formadores pretende-se que o profissional desenvolva atitudes e formas de comportamento, adequados ao desempenho profissional.

Quanto ao E-Formador, este é um é um profissional que atua a distância, mas é também o responsável por conceptualizar, planear, implementar, orientar, monitorizar e avaliar uma ação de formação em regime de e-learning.

Podemos assumir, que a principal diferença é que um ministra formação presencial e outro a distância, com a ressalva que, neste momento, estão mais interligados do que nunca.

De facto, pode-se ser Formador sem ser E-Formador, mas não se pode ser E-Formador sem ser Formador. Deste modo facilmente se percebe que todo o profissional que apenas possui a Formação Pedagógica Inicial de Formadores pode estar a desperdiçar uma janela de oportunidade aberta.

Competências dos 2 perfis

Segundo as diretivas do referencial da Formação de Formadores do IEFP cabe:

Ao Formador:

  1. Preparar e planear o processo de aprendizagem;
  2. Facilitar o processo de aprendizagem;
  3. Acompanhar e avaliar as aprendizagens;
  4. Gerir a dinâmica da aprendizagem ao longo da vida;
  5. Explorar recursos multimédia e plataformas colaborativas;
  6. Gerir a diversidade (pedagogia diferenciada e pedagogia inclusiva);
  7. Adotar atitudes de empreendedorismo e criatividade;
  8. Possuir competências psicossociais, pedagógicas e técnico profissionais.

Ao E-Formador:

  1. Ser um agente da mudança, que contribua de forma efetiva para a formação dos cidadãos e dos profissionais;
  2. Ser capaz de agir de forma competente em contextos de intervenção cada vez mais complexos, incertos, instáveis e continuadamente sujeitos a mudanças rápidas e imprevistas;
  3. Possuir competências: digitais de base; técnicas relacionadas com a área de intervenção do formador; e outras transversais inerentes à função de formador;
  4. Arquitetar e planear projetos formativos (cursos, módulos, unidades de aprendizagem);
  5. Dinamizar e facilitar a gestão do relacionamento online, a comunicação e interação, a dinamização e motivação de indivíduos e grupos;
  6. Criar e-conteúdos;
  7. Avaliar as aprendizagens realizadas em contexto online.

Complementaridade entre o
Ensino Presencial e à Distância

Olhando às necessidades de formação que os indivíduos vão tendo, quer por livre vontade, quer por imposição legal, facilmente percebemos que estas duas modalidades de ensino são essenciais e estão cada vez mais interligadas. O formato b-learning (com aulas presenciais e a distância) parece ser do agrado de todos e trazer benefícios.

Nesta ordem de ideias é essencial que os formadores acompanhem a evolução e esta tendência crescente, apostando numa formação completa capaz de dar vários tipos de resposta para diferentes procuras.

Além do mais, e de acordo com inúmeros estudos produzidos nos últimos anos (OCDE, 2015, 2016, World Bank, 2016, Arntz, M., T. Gregory and U. Zierahn, 2016), a transformação digital está a mudar o perfil do emprego de adultos e a formação exclusivamente à distância (e-learning) permite colmatar as necessidades de formação a qualquer hora e em qualquer lugar.

A visão tradicional da exclusividade de benefícios com as aulas em sala, parece ter dado definitivamente lugar a novas formas de ensino e aprendizagem, com recurso a novas tecnologias de informação facilitadoras e ampliadoras na hora da obtenção de conhecimento.

Para ambos os profissionais, e após a conclusão do curso com aprovação, seja da Formação Inicial Pedagógica de Formadores, seja do Curso de E-Formador, o processo de homologação passa pelo IEFP com a emissão do Certificado de Competências Pedagógicas (CCP), agora vitalício, ou Certificado de Competências Pedagógicas de Especialização (CCPE) de E-Formador, respetivamente.

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